sexta-feira, 28 de junho de 2019

Meu Paraná

Ô moço pare lá,
Não vá adiante, aqui é minha terra,
Aqui é o meu Paraná.
Terra de fartura, de trabalho, de rica natureza e de um povo loco de bão...
Aqui é a terra da vina, do barreado, da cracóvia, do pinhão, do charque, de leite quente e de uma gente de grande coração...
Sou do interior, do centro desse chão, mas gosto do Passeio Público, da Catedral de Maringá - dos muitos templos de fé e devoção deste povo que acredita e respeita - sou louco também, pelas as obras do Niemeyer e Poty, dos passeios de Dalton Trevisan, dos devaneios nada sóbrios e concretos de Leminski, de tantos atores, autores e dos diversos amores pelo chão, pelos ares, pelos nossos bares, pelas Cataratas do Iguaçu, pelas nossas lindas e coloridas encostas que corre lenta a velha litorina, vendo ao longe nossos mares...
Vem junto seu moço, vem conhecer nossas cachoeiras, nossos vastos pomares, nossas ricas plantações, nossas crenças e festas, dessa gente bonita e modesta...
Vem conhecer nossas lendas, que une tantos povos e nações que batem em um só coração por um estado tão acolhedor... Um verdadeiro caso e causo de amor de se sair contando por aí... Que viu a agorenta e tão misteriosa curicaca, o quero-quero a proteger com sua vida, seu ninho, a gralha azul e seu desejado e milenar pinheiro...
Vem seu moço, vem conhecer a nossa história, nossas tantas glórias, nossas danças, nossos cantos, nosso jeito de ler este mundão de meu Deus...
Vem, que aqui outro lugar melhor não há, pois aqui é o lugar que eu amo, aqui é o meu Paraná...
Marcio Lima



domingo, 2 de junho de 2019

Para que fim levou meus gritos?

Para que fim levou meus gritos?
Percorrem a esmo o infinito...
A que fim tomou meus anseios?
Que rompeu a tantos meios...

Onde foi a mão crivada de cravo,
Que pregava a paz como saída,
A tantos males a tantas almas caídas?

O que fizeram com as flores, pássaros, os amores, os suores, as leis, com os reis, com as sementes, com nossas mentes, com os crentes e os infinitos?

A que ermo caiu a palavra, outrora tão linda e bem pronunciada em atos de perdão e diplomacia, em externação de alegria?

Onde foram as Marias, João e Barnabés, em que trilha marcham sem rumo? Em que ladeiras íngrimes no meio de crimes sem solução, na busca de água e pão, olhando paredes tão altas, cercando a terra prometida... O que é vida?

E eu cá com meus por quês, com meu roto inglês, sem voz, sem cor, e quiçá um dia, mesmo que eu relute, sem poesia...
Marcio Lima
À inspiração de Tribalistas

Yes, one day we will evolve... (Sim, um dia evoluiremos...)

  The day will come when we will be so evolved that even before we are born, our sex will already be defined, along with the color of our ey...