sábado, 5 de outubro de 2024

Poema-rascunho...

 

Vê lá, se dá uma página que se aproveite, de tudo que falei…

Se der uma linha, ter-me-ei por contente…

Minha estrada, que achei outrora que se faria larga, estreitou-se…

Meus pés já esqueceram dos solavancos e tropeços… hoje, trôpegos…

Quando a vida se fazia pra mim, forte luz, era tudo exclamação…

Mas, com o tempo se fez icônicas interrogações, 

E, hoje  convicto, quase sem que dizer, são só reticências…

Oh, minhas tão certas ciências, de respostas tão vastas,

Já fiz tantas perguntas e as lancei ao universo,

Que não raramente, ao invés de se fazerem tratados,

Se invólucram em si mesmas e se convertem em versos…

Vejo árvores, sóis, estradas cansativas, pedras em tantos caminhos…

Retas e semicírculos em todos os cantos,

Odes, sonetos, versos livres, melodias, cantos…

Tantos conflitos, nenhuma certeza, nenhuma harmonia…

Só receitas, gráficos, retângulos, perguntas, nenhuma poesia…

(marcio lima)

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