terça-feira, 13 de outubro de 2015


Da sacada do hospício da vida, uma multidão, em um deslocar sem sentido, andam de um lado a outro, seres indefinidos correm em busca, de alguma coisa que não sei o que é; se pergunto, porque corres tanto? Resposta emérita, não sei. Sociedade de seres artificiais, vivendo uma vida descartável, sem sentido, onde um homem não vê  no outro a substância humana, apenas objeto de consumo, de prazer, satisfação simultânea. Correndo ao longe, lavabo das tristezas, sentimentos implantados pelo tempo, que ao desgastar das esperanças, perdido, da sacada contempla a beleza de uma vida vivida, sem saída, apenas vivida, buscando não morrer uma memória que um dia já viveu para não deixar de ser... Caminhada artificial, vivência sutil de um novo amanhecer que deixou de viver, vegetando a espera de um novo ser... Abel de Andrade, Curitiba, PR.

O blog agradece ao poeta por ceder o texto para publicação...

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