quarta-feira, 26 de dezembro de 2012



Como alguém tão poderoso fez-se tão pequeno?

Com poderosas mãos agraciou os pequeninos.

Sabia-se celestial. No entanto não tirou o pé daqui.

Soube perdoar com tamanha sutileza.

Abriu os olhos dos cegos.

Mas, seu maior milagre foi abrir as janelas da alma.

Ninguém aqui, como ele amou.

Preocupou-se em perpetuar na Paz um reino de Amor.

Como ovelha entregou-se.

Todavia, quão foi sua grandeza

Que mesmo assim ensinou.

Tanta inquietação causou no coração dos poderosos.

Por querê-los humanos, por querê-los humildes...

Com tão sublimes palavras – curava.

Com tão manso amor – ousava.

Com tão singelos gestos – transformava...

Poesias, cantos, contos e teorias –

Tentam descrever tão pacata criatura.

Que com majestosa sabedoria

Ensinava os povos

Que para serem grandes, aos olhos do Pai,

Deveriam ter mansidão

E humildade no coração.

Com tão imensa coragem

O Homem de Nazaré ensinou

Que para mudar para melhor o mundo

Deve-se começar por um pequeno

E espetacular exercício de FÉ.


(25/06/2008).

Marcio J. de Lima

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sábado, 22 de dezembro de 2012

Fim Anunciado...

Espero que o Fim Anunciado
Seja o recomeço...

Quem garante que Deus ao passar os
Olhos pela terra,
Tenha ainda encontrado
Muitos homens de bem,
E deu, por isso, a todos uma segunda chance...

Quem garante?

Portanto,
que o fim seja o recomeço...
E um dia quiçá
Habitaremos um mundo melhor...
Justo, humano e fraterno.
E, principalmente,
Que a criança e o velho,
bem tratados, sejam exemplo
Do quão humanos somos!


Marcio J. de Lima

Mensagem de Natal e Ano Novo

Imagem extraída do endereço: http://revculturalfamilia.blogspot.com.br/2009/12/santo-e-natal-e-feliz-ano-novo-sob-as.html

Gostaria de agradecer a todos os leitores do Blog que estiveram conosco neste 2013, e aproveitar o ensejo para lhes desejar um abençoado Natal e um 2013 repleto de Alegrias. 
Desde quando era criança, o Natal para mim representou um momento de reflexão, creio que para muitos é assim. Via as pessoas felizes, um pouco mais sensíveis ao outro, e com um cumprimento sincero se desejavam um Feliz Natal e um próspero Ano Novo...
Creio também, que para muitos é o momento de saudades daqueles que se foram e não estão comemorando juntos esta festa tão feliz para nós cristãos, e para muitos povos que esperam o renascer de um novo ano. 
Agradeço de coração a Deus pelas bênçãos recebidas por ter amigos que estiveram juntos, mesmo que virtualmente lendo, participando, emocionando-se, às vezes até indignando-se com o que aqui se publicava. Todavia, como digo: a Arte é a manifestação do Belo, e este Belo é a manifestação daquilo que temos de sensível em nossas almas... 
Portanto, continue conosco em 2013, participe, dê sugestões, críticas, ele está aberto à sua participação. 
E por ora, agradeço carinhosamente os momentos que você dedicou a nós... 
Boas Festas Amigos!

Marcio J. de Lima
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um homem caído no chão


Há um homem caído no chão. Quem se importa? Bala ao peito. Sangue pintando a calçada. Um sonho estendido no chão, uma esperança... Em casa filhos riem inocentes. Um sonho desenha no piso sua silhueta. Mas quem se importa? Todos passam apressados, resignam-se com a lentidão do trânsito, com a ignóbil figura, raquítica, de mãos encouraçadas, de mochilas nas costas, com sua térmica quebrada, marmita com um resto de comida dando nojo nos transeuntes. Envergonha-lhes. O ônibus vomita pessoas... Aos chutes o corpo anda. Que culpa tinha este cristão? Todos atônitos com seus anseios bradam “liberem a rua!” ”já é hora de minha novela.” “Logo começa o jornal.” Todos seguem... A chuva cai e lava o sangue... Lava a discreta cal que ainda permeia nas mãos de nosso pitoresco herói. O corpo está só. Jogado à rua em frente à igreja. Ouvem-se primeiras cantigas cantadas pelas beatinhas, pontualíssimas às sete horas da noite... O sino toca... A plateia canta animada o canto de acolhida. Uma criança desobedece a mãe e sai correndo na chuva levando em suas pequeninas mãos um cartãozinho com o retrato de Nossa Senhora do Guadalupe. Ela para tristemente em frente àquele moribundo corpo, deposita em suas mãos a santinha. A mãe preocupada com a filha, dissipa-lhe qualquer vestígio de realidade, grita quase que desesperada agarrando a mão da pequenina “venha aqui filha o titio já sara!” A criança olhando para trás joga um singelo beijo àquela figura. A celebração continua calorosa.

(Marcio J. de Lima) 02/05/2011

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Viver sempre viver

Não posso ter vergonha de que me fez feliz...
Não posso me arrepender de tentar viver...
Não posso esquecer de que me fez sorrir...
Nem de aprender com que me fez chorar.

Marcio J. de Lima (Pseudônimo Marcio José Méndez de Lima)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Releituras em Aulas de Pintura de Angelo Gabriel







Este é mais um quadro que o Angelo Gabriel está concluindo em suas "Aulas de Pintura" com Profa. Arlete. É óleo sobre tela, releitura de uma obra já existente. Angelo, tem 11 anos de idade e faz aulas de pintura desde os 9 anos. Incentivar a criançada, eis o nosso dever como pais.




segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O AMOR BATEU NO CORAÇÃO

[ ... ] 
O Amor bateu no coração

Siné vai para a geladeira pega de sua água e a consome como se estivesse no deserto. Meio que aturdida não compreendia o que estava acontecendo em sua vida. – Tudo tão diferente em tão pouco tempo... – balbuciava a si mesma. Nunca um homem havia a olhado como Maxi. – Aqueles olhos, aquela expressão sábia, sua boca, sua voz, seus cabelos, sua sensibilidade, sua inteligência. – Quantas palavras para descrever o que o coração não entendia, somente sentia. Mais do que nunca a necessidade de conhecer o mundo para impressioná-lo fazia-se presente. – Quero saber mais. Quero viver mais. Quero viajar mais. Quero me embelezar. Quero ser feliz. Tudo isso com meu amor. Jogou-se de cabeça – com palavras – no amor de um desconhecido, que o sabia assim, todavia por alguma razão lhe transmitia confiança.
A lua ainda iluminada no céu com brilho se assemelhava a um grande copo de leite alvo, luminoso, inspirador.
Ela pôs uma roupa leve e saiu na escada de sua casa que dava para o quintal. De lá ficou a se alimentar da luz da lua, dos sonhos ao lado do seu amado, das verdadeiras amizades como Dorva que lhe oferecera até ali o que nem uma amiga lhe tinha oferecido – a oportunidade de ser feliz, de sonhar, de conhecer pessoas diferentes – embora não soubesse o que se passava nos pensamentos de sua rival amorosa. Isso Siné não sabia, pois Dorva dissimulou-se muito bem. Sempre prestativa, sempre sorridente, sempre pronta a responder atenciosamente o que Siné perguntava - aparentemente uma pessoa sensível e autêntica. Talvez tenha sido desfigurada pelos flamejantes dragões do ciúme - quem sabe?
Os planos foram inevitáveis voltar a estudar. Decidiu voltar a estudar, preparar-se para o vestibular, pois havia três anos que tinha se formado no ensino médio. – Quero fazer psicologia. Decidi. – Quero fazer poemas. Aliás, esta noite vou fazer um. - Adorava poemas. Eles a faziam sentir-se melhor. No entanto poucas vezes pegou da caneta para compor um. Eis a oportunidade. E num ímpeto queria ler sonetos. Queria fazer para o seu amor – por ora platônico – sonetos. Eles ajudariam também explicar sua paixão. Talvez idealizá-lo como um cavaleiro que a acompanharia, que estaria a protegê-la como a uma donzela em perigo.
O resultado de algumas horas tentando foi festejado logo que saiu a primeira estrofe em um velho caderno:

Meu amor, que de longe imaginado
Pensava existir somente em estrela
Distante, outrora só em meu fado
Acendeu em mim, da esperança, a centelha.

As tentativas se sucederam e adormeceu sentada no sofá não conseguindo continuar a segunda estrofe.
Às duas horas da manhã. Bateu-lhe à porta Maxi. Meio que atordoada abriu-a. Surpreendeu-a com um caliente beijo. E a noite lhe ofereceu a inspiração que precisava para terminar seu soneto. O que foi descrito logo de manhã após Maxi ter se despedido com beijo - enquanto ela dormia - deixando o número de seu telefone e as juras de amor eterno presas pelos ímãs em sua geladeira num bilhete: “Que desta noite ecoe o mais puro amor dos nossos corações. Tomei a liberdade de ver seus versos. Amei-os. Bjs.”

Emaranhei desejo não gozado
Em gotas de orvalho na lapela
Nunca havia deste mel experimentado
Sinto-me agora tinta em sua tela.

Controlava, o pecado, meus conceitos
E você, meu amor, os olhou se quer
Com carinho ignorou meus defeitos

E com amor selou uma mulher
Que jamais sonhara tais deleitos
Que docemente em minha vida se fez mister.
[ ... ]


(Fragmento do Livro "Devaneios em Prosa", Unicentro. LIMA, 2011)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

my mistake? it's forget me


my mistake it's love you...
because, sometimes I don't worry with me...
this is good? I don't know... who knows?
the disaster in my life is don't see in your eyes
the moon of the tomorrow...
my way are the mornings
and the my dreams...
and you're in the both...


(Marcio j. de Lima)

sábado, 10 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Superfície

Pra que ser profundo? Se, prevalece, a superfície? Ai, que, doido, mundo! [Marcio Lima]