sábado, 31 de maio de 2014

Abelha...


O mel de seus lábios 
Aplacou o amargo de
Meus Dias...

Marcio Lima





Imagem obtida em:http://amornatural.blogspot.com.br/2006/09/mel-para-adoar-vida-dos-meus-amigos.html

domingo, 25 de maio de 2014

VERSOS...


Os versos...
Embalam meus dias,
Encantam minhas noites,
Destroem meus desencantos -
Quase sempre perversos.

_________________

Meus versos são
Às vezes
Meus filhos
Meus sonhos
_____Minha musa
O ar que respiro
O nascer sereno da semente
A dor do pobre
A solidão do rico
A felicidade da cura...

______Os versos
Não os desvendo
Como não desvendo
Minha ignorância.

___Versos...
Tão diversos
Quando o penso certos
Perambulam,
Tremulam,
Pulsam,
Assombram...

Sinto-os na sombra.

Fugistes por quê?
Quando não te encontro
Procuro te (re) construir
Em meu viver
Porque às vezes te confundes
Emaranha-te com ele.

________Poetizar é
Tentar pôr na folha
Em forma de versos
O que só o coração sente
Às vezes dá certo...
Às vezes nem tanto.
Mas de não em não
A Poesia
Constrói-se,
Encarniza-se.

__________Versos,
Tão escorregadios
Procuro segurá-los...

Versos...
De liberdade,
Mesmo que em dois por dois,
Vives,
Porque poetizar,
Também é
Vivertizar.
E a liberdade
Que (talvez)
Importa -
Mais que a
Objetiva e
_______Fria
Forma de
Senti-la -
Seja subjetiva
E de verso em verso
Transfigura-se
Em incandescente
Poesia.

(Marcio J. de Lima)

Imagem obtida em: http://www.luso-poemas.net/modules/news/pages.php?uid=8076


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Fênix

Fotos grátis de Fénix
Ô Fênix
Vai e bate no teto azul
Que te rodeia...
Ressurjas
Como velha-moça
Das cinzas que
Te chamam à Vida...
Valerão a pena seus voos?
Quem dirá será o tempo
Que para ti infinda???...

____________&&&&&

Cada voo por ser único
É te tão valioso...
E só não valerá a pena (realmente)
Se o não fizeres...
Por isso...
Voa e Renasças quando o
Passado em ti
Tiver feito o que deveria
Ter – da melhor forma - feito.

Marcio Lima
 
Imagem disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/fénix-phoenix-chamas-garça-pássaro-2733938/ Acesso em 20 fev. 2023.


sábado, 17 de maio de 2014

Esqueci-me entre versos e palavras...

Esqueci-me entre versos e palavras num estoico ato desvairado a transcrever a lucidez que pretendia levar-me à serenidade... Esqueci-me a espiar tantos com suas alegrias, tristezas, derrotas e vitórias... A estudar em suspiros poéticos, prosas literárias, fingires de um fingidor. Esqueci de pagar minhas contas, de receber o que me deviam, de ganhar dinheiro, de gastar além do trivial... de rir, de chorar, de viver um grande amor, de sofrer de desilusão, de viver de solidão, de navegar no mar de seus olhos, de naufragar em seus eflúvios, de fazer de nosso enlace, um dilúvio.
Enfim, esqueci-me de lembrar do verdadeiro viver. E, antes que a sobriedade me envolvesse com suas frias mãos, deixei elas, letras de um poema, me envolver novamente em uma ígnea noite de sofreguidão pelo encandecer de seus olhos, poética inspiração.


Marcio J. de Lima  

Imagem obtida em:http://verdadenapratica.wordpress.com/2014/04/18/por-que-devemos-ler-poesia/

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Boa lembrança: Dia das mães


Estou aqui esperando um ônibus... Eis que um eco de outrora bate a porta de minhas lembranças.
- Oi filho, está com frio? Perguntou ela com olhar preocupado, mas com um leve sorriso no canto dos lábios.
- Não mãe. Respondi. Mas sim, estava com frio. Só não queria preocupá-la.
Todavia, mesmo assim, não acreditando em minhas palavras, por me conhecer tão bem. E saber que a madrugada seria mais fria ainda que aquele momento. Tirou do guarda-roupa um surrado cobertor de lã e me cobriu.
- Agora sim... está protegido. Com um beijo se despede e me deseja boa noite.
Não foi só esta noite. Algumas vezes eu quase não percebia minha mãe levantando o cobertor caído, aquecendo garrafas com água quente para aquecer meus pés. Não havia preocupação só comigo, era também com todos os meus irmãos. E, poderia ter certeza que enquanto precisasse ela estaria ali, não somente nas noites frias, mas, toda vez que eu realmente precisasse. Isso é uma das coisas no mundo que nos ensina sermos melhores – amor de mãe. Amor que até na bíblia é comparado ao amor que Deus tem por nós, seus filhos.
Se procurarmos em nossas lembranças a exteriorização de um ato de amor manifestado pela mãe, quase todos terão uma história boa para contar – em um repente - de pelo menos um ato afetuoso dela que ecoará por uma vida inteira.
A mãe é capaz de doar sua vida a seu filho. A verdadeira mãe não mede esforços para proteger seu filho amado. Quantas histórias de mães que arriscaram suas vidas para protegerem seus rebentos. E, neste momento, em que o risco é desconsiderado, como um ser dotado de muita força e coragem lançam-se para em um ato de amor concretizar uma das mais lindas formas de amor – conhecido por nós humanos – a capacidade da doação de uma vida para proteger outra.
Façamos uma reflexão nesse dia das mães.... Atribuamos do fundo de nosso coração o reconhecimento ao autêntico Amor Materno. Roguemos a Deus para que suscite em todas as mulheres que disserem sim à maternidade um amor responsável, capaz de ajudar a suprir a necessidade de que nós humanos naturalmente sentimos – sermos amados para aprendermos a amar o próximo, para que assim – quiçá – seja possível vivermos desde já um pouco do Paraíso aqui na terra.
(Marcio J. de Lima)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Mais um Cristo caído na rua

À meia-noite badala o sino da matriz... Olho ao redor e nada vejo de novo. Somente uma árvore a balançar e nela um olhar atento de uma coruja, é o que percebo iluminado pela holofote. Confesso que não tenho muito medo. Mas, alguma coisa até me deixa um pouco assustado. O olho começa a ficar pesado. Sei que não devo dormir, pois é isso que a minha profissão exige, sou vigilante. Olho as casas ao redor. Estou em uma guarita, atento aos monitores da vigilância. Vejo um casal na praça em frente a se agarrarem, coisas da juventude. Beijos calientes. Um olhar fixo – um para o outro – olham desconfiados ao redor, o rapaz olha seu relógio e se mandam.
É alta noite. Está na hora de se retirarem. Apanharem seus transportes.
Boa noite pombinhos! Pensei. Agora ficamos, eu, a coruja, os monitores, as casas vazias,  pelo fato de ser feriado,  e a maioria das pessoas terem ido viajar, a praça vazia, além de muito sono. Mas, não posso dormir!
Vejo alguém se aproximar. Ele fica a olhar a loja ao lado da mercearia vizinha de onde trabalho. Pega uma pedra e arremessa ao vidro. De primeira vez ele não quebra. Aperto o botão do alarme o qual soa. O homem não se intimida. Joga nova pedra e o vidro se desmancha. Não trabalho armado. Tenho que acionar a polícia, mas creio que não dará tempo. Por isso, deixo o meu posto. Tranco a porta ao sair para segurança do local. Grito ao ladrão. Ele com seus olhos assustados, e se sentindo acuado, só teve uma reação. Tirou de uma pistola velha, pelo visto era uma 22 e veio em minha direção com sangue nos olhos, atirou-me. O gosto do sangue foi imediato. Um calor invadiu minha alma...
E, em poucos milésimos de segundo pude ver a amedrontada alma daquele algoz que se incendiava num mar de desespero – em um inferno de uma vida inteira. Era o mundo em suas costas... Eu aqui, em meu trabalho, no meu ofício,  por qual sou apaixonado, serei visto assim... Mais um Cristo caído nas ruas... 

(Marcio J. de Lima)
Imagem obtida em:https://pixabay.com/pt/homem-pessoa-humano-brilhar-brilho-1177342/

AMIZADE


Ah! Que delícia uma amizade!
Tem gosto de sol no parque à tarde quente,
Tem cor de alegria em sorrisos soltos
Tem sensação de vida que rola a esmo
Seu tempero suave ao conselho-vida
Ah! Que delícia uma amizade!
Que apressa um dia monótono
Que resolve uma pendenga imaginária
Que chicoteia uma arritmia indesejada
Que compra uma briga que não é sua
Ah! Que delícia uma amizade!


Pergunto que delícia é a amizade verdadeira, não é?

marcio j de lima

terça-feira, 22 de abril de 2014

Quisera

 
Quisera ser fogo a incendiar os instantes ardentes de duas almas a se somar... Quisera ser o suspirar do último vivente a padecer de amor... Quisera ser a ígnea flor vulcânica que alimentou a Fênix. Sendo nada disso... Quisera ser seu desejo mais oculto, não a chama que passou de um vulto... Quisera ser o primo raio de sol a roçar sua pele. Quisera ser o suor que rola a eriçar seus cabelos, a correr sobre seus pelos... Quiser ser um simples poeta a eternizar seu desajeitado jeito de ser sublime. Quisera ser o verso que traduz seu viver. Quisera ser o humilde sorriso que estremece seus sentimentos. Quisera desarrumar seus cabelos, te inspirar, como faz o vento. Quisera ser-te forte, arrebatador, tão marcante, como uma brisa na manhã. Quisera fazer-te meu eflúvio na longa jornada... Quisera ser uma flor na mais longínqua nuvem a te presentear... Quisera ser-te maresia. Quisera ser-te rio, riacho, ser-te mar. Quisera somente ser-te uma humilde companhia, ser-te felicidade ao alvorecer de cada dia. (marcio lima)

Imagem obtida em: https://pixabay.com/pt/photos/?q=raio+de+sol&image_type=&cat=&min_height=&min_width=&order=popular&pagi=4

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Conversa de um Poeta com seu Criador...


Boa noite meu amado Deus! Há certo tempo lanço mão da caneta para fender a folha branca com intuito de registrar meus versos na misteriosa linha do tempo, como é de seu conhecimento – como a tudo que acontece a cada um de seus filhos... Sei que não sou um títere deslizando a esmo em seus desígnios. Pois me concedeste o que todos possuem, como voto de confiança de co-responsáveis por toda criação neste pequeno planeta – o livre arbítrio... Mas, sei que não viras a face aos meus rogos, quando tropeço e sofro tendo pressa em me atender; assim como a cada um de seus filhos que a ti recorrem, nos momentos de desespero.
Minhas fraquezas me impedem de ser melhor, como a maioria de teus filhos. Todavia, amas incondicionalmente a cada um de nós de teu jeito, e, pacientemente espera o retorno aos teus braços cada um que se afasta de sua presença; sem forçar, sem cansar; como o pai que sofre às quedas de seus rebentos em seus primeiros passos. No entanto, sabe o valor de cada uma delas para caminhada de uma vida inteira. E essas fraquezas e distâncias me esvaziam até de mim mesmo, da sede de viver... E meus versos espelham a maioria delas, como ensinamento, como reflexão... ajudando-me, não raras as vezes, me reencontrar, e me reconhecer falível, como ser a melhorar... assim como respeitar a todos como iguais – passivos de erros, como eu – assim fica mais fácil de perdoar e, voltar a viver – pois sem o outro – não há eu, pois me reconheço como ser-parte-de- um-todo...
Como falava, escrevo humildemente meus versos e não tenho escrito quase nada a ti como agradecimento ao que produzo e publico...
Disseste através de Seu Filho – dos muitos exemplos que Ele nos deixou - que não devemos virar as costas aos que nos presenteiam com um ato de amor... coisa um pouco meio que esquecida nos nossos dias... Sei que escrever é um presente... é uma das coisas que reconheço como bem precioso (e possuo consciência de quanto tenho a melhorar), assim como a muito que fornece além do que preciso para viver.
Por isso, aproveito neste cantinho de um caderno pôr minhas letras, que são rabiscos de um filho grato, como testemunho desta gratidão... E rogo que abençoe a cada um que compartilho da leitura desse pequeno e singelo dízimo de meu tempo – o qual emprego à escrita. Amém.
Marcio Lima


Ver mais publicações no blog: devaneiosliterariosdolima.blogspot.com

Sempre tive medo de ser quem não era,

Sempre tive medo de ser quem não era, Hoje, peça do Absoluto, enfim me escuto; Há algo em meu peito que se desespera, Pois de tudo que vivi,...