sábado, 7 de dezembro de 2013

VENTO




  Observo tudo acontecer ao meu redor, mas tenho a atenção voltada para você.
Espero a cada minuto que passa por um aceno seu, para deliciar o meu sangue agitado.
Não consigo esquecê-la um instante sequer. Meu pensamento, minhas atitudes, tudo converge em ti....

Vivo hoje o tormento dos adolescentes, que vivem as paixões intensas do agora.
Isto é o suplício dos suplícios, viver este redemoinho de loucuras e não saber como livrar-se disso tudo.
A água que bebo é o resto da saudade que vem do fundo do copo em direção ao meu interior, que tem a sede de possuir este corpo, absorvê-lo como a esponja e esquecer de tudo e de todos.
A imensa vontade de sentir este corpo escorre por entre os dedos, é tão intensa que não consigo descrevê-la.
É alucinante a vontade de sufocar estes seus lábios carnudos em um beijo louco e apaixonante, e sentir o estalar das folhas secas sendo quebradas dentro deste coração que sofre e repisa o mesmo lugar.
Não vejo saída nesta névoa louca que faz da vida uma pocilga nojenta, que tenta me envolver cada vez mais.
A imagem refletida no espelho vem junto com a saudade e o cansaço, tudo faz revirar o tempo e o vento, fazendo do dia um cansaço só, onde tudo passa e cada dia é mais lento que o outro.
A esperança é que tudo passe com o vento, que a tudo espalha e consome.
Texto gentilmente autorizado para publicação pelo escritor de Laranjeiras do Sul, JP. O blog agradece amigo!

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