Corria... os raios se sucediam. Sempre tive medo de raios. A chuva começava fininha. No decorrer da rua havia algumas árvores... os raios não paravam e os trovões faziam-se assustadores. Na mão trazia algumas compras. O pensamento estava ali e em casa, nos filhos... não pensava em me abrigar, pensava somente em chegar em casa. Por isso corria mais e mais. Percebi um forte clarão, corri mais ainda... meu coração acelera, minha alma tranquiliza-se... Olhei ao lado e através vidro da agência bancária vi uma criança de branco a me sorrir. Não retribui, pois não consegui... continuei correndo, parecia que agora mais que antes... cheguei em casa. As crianças aparentemente não estavam. Minha esposa estava ao fogão. Aprontei um beijo no pescoço. Cheguei meus lábios devagar... beijei. Ela parou com que estava fazendo... olhou para os meus olhos e passou por mim sem nada dizer... olhei para cama havia um homem lá... senti o sangue ferver... minha esposa saiu tranquilamente da casa... adentrei ao quarto e quando pegaria pelo pescoço o safado, percebi lá um homem, muito parecido comigo, mas tinha quase certeza que era meu filho, mas com mais idade... e estranhamente me senti... sim era ele ali deitado... meu filho só que mais velho... nada entendi, pois ele tinha 12 anos... minha cabeça rodou, olhei para parede da sala e estava lá algo inesperado, seu retrato de formatura na Universidade...
Márcio José de Lima - Do blog devaneios literários do Lima
http://devaneiosliterariosdolima.blogspot.com.br/2015/09/retrato-de-formatura.html?m=1
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