quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Final de ano!

Final de ano!
Sempre vemos as pessoas correndo ao final do ano...
Deixar tudo prontinho agora para começar vida nova...
Um sorriso, um aperto de mão, “Um feliz natal!”
Reunamo-nos para celebrar o renascer da vida!

Reflitamos... O Amor renascerá...
Ele esteve morto? Jamais...
Saiamos às ruas! Abracemos, distribuamos sorrisos... Votos de um ótimo natal!
Estejamos abertos ao crescimento, ao aperfeiçoamento, ao verdadeiro amor!
O Amor está mais vivo que nunca!
Por que mais puro que o sorrir de uma alma que se fez pura?
O Amor vive!

Valerá a pena ver o que realmente faz o homem transcendente...
Haverá um tempo para o olhar atento ao próximo,
sobretudo ao que sofre de fome, de depressão, da dilapidação pelas drogas...
da dor da solidão, da dor da doença, da dor do excesso de autopiedade, da falta de esperança,
dos que morrem, dos que não são felizes por não se abrir ao outro...
Sim... para ser feliz... Temos que andar juntos... Dependemos do outro para isso.

Final de ano. O Amor se fez homem e se fez nosso companheiro de estrada.
Quis ser pessoa... como eu, como qualquer um que você encontra nas ruas,
nas calçadas, nos lixões, nas mansões, nos grandes salões ou nos pequenos casebres.

Sim... O Amor se fez criança. Cresceu entre nós e provou que é possível sermos melhores,
fazermo-nos melhores... Sim ele renasceu. E, merecerá cada um que habita este planetinha, um abraço verdadeiro e uma sincera saudação fraterna...
Viva o Amor. Viva a Paz que renasce em cada ano que se faz Novo!

Feliz Natal e um Abençoado Ano novo!

Marcio José (Méndez) de Lima

sábado, 6 de dezembro de 2014

O dia do nada


O dia do nada foi quando aconteceu um tudo possível. No dia do nada foi decretado que nada seria feito. E como a música do Raul.
Ela sentou-se em sua poltrona e lá ficou tentando fazer um nada permitido. Fechou os olhos para não ver um nada. Percebeu escuridão sem fim e lembrou que perceber algo fugira do decreto do nada.
Sentiu uma dorzinha no rim esquerdo, pensou que teria que ir ao médico. E o decreto do nada mais uma vez foi violado. Poderia dormir então, mas ainda assim faria algo e não faria um nada.
Lembrou-se estupefata que se era o dia do nada, ninguém faria nada e portanto ninguém poderia verificar se todos fariam um nada. Quem verificaria se ela estava pensando, dormindo, caminhando, lendo?
Percebeu que no dia do nada, ela secretamente poderia fazer tudo. Coçou seu nariz, abriu seus olhos, caminhou em seu quarto nas pontas dos pés, perseguindo com seus olhos uma pequena aranha no teto, brincou com os dedos das mãos, pensou na vida, pensou na morte, cansou, pensou na luz do dia, no sol que provavelmente fazia lá fora, com os sentidos revoltos pode sentir o aroma de café, de flores ao vento, o cheiro do mar. No dia do nada, ela descobriu, que nem tudo poderia fazer.
Não poderia espiar a vida lá fora, não veria o por do sol, não poderia sentir os abraços e muito menos os beijos na face.
No dia do nada ela lembrou-se de sua solidão, de seus segredos mais soturnos, de sua figura humana insignificante, de seus momentos humilhantes, da sua busca por perfeição, do ser desprezível que era... Uma mulher-nada.


Jaqueline de Andrade Borges





quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sentado à porta do universo


Desta vida de encantos, desencantos
Havia o desejo discreto:
Rimar.

Aventurei-me na busca insana de versejar
Inspirado pelas águas, areias e infinito...
Todavia, meditava à sua frente
Na espera de uma pose perfeita:
- Ri, mar!

Sem rumo... pego de minha prancha
E com  ele somos um...
Eu, mar...

Meus versos, afino
Diante de tantos por quês
Sentado à porta do universo
Como serralheiro de palavras
Vejo-me, 
Limar.

Marcio José (Méndez) de Lima


Imagem, créditos para Marcio José de Lima


domingo, 23 de novembro de 2014

Cantar cambaleante


Ah alma ligeira
De caminhos tantos
Vai seguindo a vida
Com versos e cantos.

Ah corpo proibido
De tez morena
A inspirar o poeta
Doce flor pequena.

Sua suprema Poesia
Repousa em labirintos
Traduz-se em alegria
A apascentar meus instintos.

Ah face cantante!
Resplandece inteira
Num cantar cambaleante
De minh'alma seresteira.

Sou fogo, sou verso
Sou jogo, inverso
Seu fogo incandesce
E logo me aquece.

Não esqueço de ti
E do seu calor
Aventuras vivi
Aventuras de amor.

Marcio José (Méndez) de Lima

Imagem créditos para o Blog Devaneios literários do Lima


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SEMPRE QUE DESPREVENIDO


Sempre que desprevenido
A vida me põe a correr
Não me tenho como vencido
E me ponho a aquecer

Sofro, cresço e resmungo
Ao início da longa carreira
Porque sei que tenho o mundo
A percorrer com nada na algibeira

Digo que a vida só ensina
A quem tem olhos bem abertos
Um atento ouvido que se atina
A manter o coração bem desperto

A vida este rico presente
Que sem preço nos foi dado
Ensina-me a ser diferente
E pelo amor ser inspirado

Aposto, e sei que hei de ganhar
Que o que é feito com amor
Tem a graça de embelezar
Como a sutileza da vida e a harmonia da flor.
Marcio José (Méndez) de Lima
(01/08/2009).

Imagem obtida em:http://pixabay.com/pt/branco-flor-planta-flores-natureza-167895/ às 21;50

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Um pratinho de novidades...


Chegou com um pratinho de novidades... Trazias consigo muitas encantadoras palavras cravadas no peito... Cegaste docemente cada instinto perverso que teimava habitar em meu peito. Viraste ao avesso meus preceitos, conceitos e preconceitos. Eu odiava os dias mal iluminados, os sonhos e palavras alheias. Também não tinha muita adoração pela reflexão um pouco mais recôndita, nem pelo silêncio restaurador. Tinha abominação pelo que se parecia com flor, pelo piar dos pássaros. O ódio me cegava...
Ah, tuas palavras! Tuas doces palavras! Chegaram contigo do mar. Carregavas uma rede em uma das mãos, um martelo na outra e o coração no olhar. Inverteste o rumo do rio, o cume dos montes, os verbos nas frases... E, nesta aparente desordem, acalmavas os desalentos, os ventos. Vertias o doce das rochas, abrandavas os espinhos das rosas. E, antes que o desespero afundasse meu barco, pegava-me pela mão e dizias: "Segue-me, meu rumo não será tenro, mas será ao fim, se houver, uma deliciosa experiência no paraíso." Assim me alertavas com um singelo olhar para o infinito... O que era horrível, doravante, tornou-se estranhamente tão belo. 

Marcio José (Méndez) de Lima

Imagem obtida em: http://pixabay.com/pt/photos/?q=para%C3%ADso&image_type=&cat=&order=best

Novembro Azul

No mês de novembro realiza-se a  campanha Mundial de combate ao câncer de próstata.
Homem, fique ligado!
Quer saber mais. Clique aqui embaixo!

NOVEMBRO AZUL

sábado, 1 de novembro de 2014

Sobre muitas, e quase nada, coisas...

Quando? Talvez... O solo beijará o céu. E a noiva em seu véu dirá um não! Será certo ou somente um deslize de um reticente coração? O pássaro no último dos acentos chorará. O noivo enterrado em seus elegantes trajes não entenderá, mas sairá feliz, aliviado. Subirá no mais alto cume e de lá se atirará à liberdade. Até quando? Nos perderemos em talvezes... Seremos o substrato de uma estrela a chorar? Resultado de indagações, ou um elo enterrado num minúsculo planetinha... Saberá a lua menina de olhos bem abertos, alerta como guardiã a esperar o ladrão? Quem saberá? Quem sabe a cartomante que não cobra por seus acertos, por suas poções e vive somente de doações em sua rica miserável mansão... O fusca que passa na rua escuta a última notícia sóbria... O homem pode ser feliz... Quiçá o problema esteja no verbo, pois opção demanda ação... E quem pode ser, se antes não agir?


Marcio José de Lima

Imagem obtida em:http://pixabay.com/pt/flores-bouquet-de-noiva-casamento-260897/

Sempre tive medo de ser quem não era,

Sempre tive medo de ser quem não era, Hoje, peça do Absoluto, enfim me escuto; Há algo em meu peito que se desespera, Pois de tudo que vivi,...