quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Um bocado de paz...

Carregarei quando partir, o sorriso de meus pais, de meus amigos, de meus avós e de todos que me amam... e nenhum tostão a mais... Só corações... Assim seguirei em paz...
Marcio J. de Lima
13/09/2017

Imagem obtida em: https://pixabay.com/pt/banco-banco-de-madeira-banco-velho-2705553/

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Família...

Família... esse dom deve ser preservado. Não importa sua constituição, nenhuma é perfeita... graças a Deus. Ela serve como uma escola para vida. Ali, cometemos os nossos primeiros erros. Aprendemos o quão sublime é o perdão. Percebemos também que ela sempre estará conosco. Somos frutos dessa sagrada e pequena sociedade.... Com o tempo, notamos que cometemos as mesmas falhas de nossos primeiros professores, nossos pais. Começamos cobrar de nossos filhos aquilo que os nossos pais quase morriam de pedir a nós. De certa forma, tornamo-nos nossos pais. Todavia, não importa, era bem esse o objetivo, tornar-se modelo, conduzindo nossos amados rebentos ao que há de melhor, segundo nosso entendimento... Quando um dia olhamos para os cantos da casa, sentimos que alguma coisa está faltando. Aquela desarrumação indesejada, já não ocorre mais. Aqueles gritos tão irritantes já não soam mais, e quanto sentimos a falta desses desarranjos. O silêncio impera... Aqueles jovens chegando tarde, também não há... Sentimos um vazio..
No entanto... quando achamos que o ciclo fechou, um belo dia acordamos com nossos cabelos em neve, e vemos que a história só deu uma pausa, erguemos as mãos ao céu e já não reclamamos mais... Um par de olhinhos curiosos encara-nos pela manhã, pijama de ursinho, pantufa de coelhinho nos pés e um mundo inteiro para desbravar, e  realmente... só aproveitamos de verdade, aquilo que com o tempo ganha um tempero tão especial... E cumprimos muito bem nosso novo papel...! Sendo alguém que já não enlouquece por questões tão essenciais da vida e que nos pareciam incomodar quando éramos só preocupados pais... 

Marcio J. De Lima
https://devaneiosliterariosdolima.blogspot.com.br/?m=1


Imagem obtida em: https://pixabay.com/pt/aqu%C3%A1rio-peixes-mundo-subaqu%C3%A1tico-2645502/


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Homenagem a Cora Coralina do blog devaneios literários do Lima


Não quer esquecer, decora!
Quer ensabecer, pratica!
Não quer esquecer de Cora?
Desvela seus escritos...
Nuns versos tardios, ao mundo revelados, em relação ao tempo do relógio...
Oportunos ao tempo da essência...
Há de ser na apuração da adega recôndita o mais puro que alma e palavras podem unir...
Voam sonantes, faceiros, frutos eternos, versos corais...
Fez obra-prima, Cora, versos imortais...
Não quero esquecer tão singelos versos, jamais!

Márcio J. De Lima
https://devaneiosliterariosdolima.blogspot.com.br/?m=1

Segue uma doce amostra:

"Conclusões de Aninha

Estavam ali parados. Marido e mulher.
Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar 
novo rancho e comprar suas pobrezinhas. 

O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula, 
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?

Donde se infere que o homem ajuda sem participar 
e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso
e ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra"

Cora Coralina

Imagem obtida em: https://pixabay.com/pt/aqu%C3%A1rio-peixes-mundo-subaqu%C3%A1tico-2645502/
'

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A estrela sem mais hora...



Sim, entre retas e semicírculos escondia-se uma pequena história. Era de uma moça pobre, nordestina, esguia, sem vitalidade, sem esperança, desumanizada pela pobreza da falta de alimentos e dignidade... Alguns caroços na cabeça acompanhavam sua história, frutos de uma tia malvada e de uma vida sem a força nos miolos e na voz. Vontade imensa de ser quem não era, como tantos de nós...
Talvez, seu único trunfo foi ter caído na mão de Clarice Lispector que de toda sua genialidade fez de Macabéa sua majestosa obra de arte.... Pôs vida na fria, vazia, cerâmica barroca... Iluminou com sua epifania um vaso de coca-cola, uma moça a escutar um velho rádio de pilha, uma vasilha de esvaziamentos diuturnos de uma alma qualquer - situação, às vezes, não suportada por muitos humanos...
Assim, aos pingos de tinta ao cingir a folha branca, misturados aos seus, desfez-se Maca à luz de sua estrela, ao erro da cartomante, ao sopro do destino, uma alegria quase eterna de poucos minutos, em relação a uma tristeza sem fim... Humana por poucos segundos... Até à sua morte e fim... Até a sua morte, sim!
Marcio J. de Lima
05/07/2017
(Uma singela homenagem à Clarice Lispector e seu - Romance, conto, novela, grande poema??? - A hora da Estrela.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Boa noite! Dê um beijinho, querida!

Um copo de remédio...
Um gole d'água
Uma bitoquinha
Um "boa noite!"
E cem motivos
Pra ser feliz...

Dois corpos ardentes
Em plena ebulição...
Logo após...
Um para um lado
Outro para o outro...
O cansaço da vida moderna
Venceu o corpo...
Jamais a alma...
Será mesmo?

Márcio J. de Lima
Do blog devaneios literários do Lima 


Imagem obtida em: https://pixabay.com/pt/arte-digital-trabalho-art%C3%ADstico-404283/ 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Tudo se banalizou?

A morte é banal

A fome é banal

O amor é banal

Meu pensamento, animal...



A política é banal

O pensar é banal

O gritar é banal

Meu pensamento, animal



O respeito é banal

A comunhão é banal

Ser igual é banal

Meu pensamento, animal



A família é banal

A moral é banal

Ser diferente é banal

Meu pensamento, animal



A palavra é banal

A partilha é banal

O homem é banal

Meu pensamento, animal



A paz é banal

A arte é banal

O sonho é banal

Meu pensamento, animal



Pensar é banal

Agir é banal

Poetizar é banal

Meu pesamento animal


Marcio J. de Lima

http://devaneiosliterariosdolima.blogspot.com.br/?m=1

Um bocado de paz...

Carregarei quando partir, o sorriso de meus pais , de meus amigos , de meus avós e de todos que me amam... e nenhum tostão a mais... Só c...