quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

FÉRIAS E RETROSPECTIVA 2025 DO BLOG DEVANEIOS LITERÁRIOS DO LIMA


Mais um ano termina e com ele a esperança de que o novo ano será melhor. Desejo a cada um de nossos leitores um abençoado 2026 com ótimas realizações.

No mês de janeiro o Blog Devaneios Literários do Lima estará de férias. Não se preocupe leitor e leitora, deixaremos para você uma lista das publicações literárias mais acessadas no ano de 2025. E, esperamos contar com vossa companhia novamente nesse que se inicia e por muito mais tempo. 

Feliz Ano Novo!


RETROSPECTIVA 2025


As 5 postagens mais acessadas em 2025. Seguem em ordem crescente de acessos:


01  - Acampamento na noite de primeiro de abril - A panela de dinheiro



O conto "Acampamento na noite de primeiro de abril - A panela de dinheiro", de Marcio J. de Lima:

O texto narra um "causo" contado por Tio Jango, um eloquente contador de histórias, ao redor de uma fogueira. Ele relata uma experiência vivida em 1975, quando tinha 18 anos, ao sair em busca de uma lendária "panela de dinheiro" (um tesouro de moedas de ouro) que teria sido enterrada por jesuítas na Serra do Rio Jordão.

Acesse o conto clicando no título do conto.


02 - Presente celestial




Poema "Presente Celestial", de Marcio José de Lima é um soneto que exalta a beleza da natureza e faz um apelo urgente à sua preservação. O autor descreve o meio ambiente como uma "dádiva" e uma "obra celestial" que serve de refúgio e sustento ao ser humano. A mensagem central foca na responsabilidade coletiva: embora um indivíduo sozinho não mude o mundo, a união de todos é capaz de transformar a realidade e zelar pela ordem natural para evitar um "final" catastrófico.


Acesse o conto clicando no título do poema.


03- Versos de cabresto



O poema, "Versos de Cabresto", é uma obra metalinguística profunda, onde o autor reflete sobre o próprio ato de criar e a natureza da poesia.


Acesse o conto clicando no título do poema.



04- Era, com certeza, um lobisomem! (It was definitely a werewolf!)



Este é mais um "causo" fascinante de Marcio Lima, que utiliza o mistério e o folclore para prender o leitor. "Era, com certeza, um lobisomem!" narra uma cena presenciada pelo narrador, seus irmãos e sua mãe durante o entardecer. Eles observam o Tio João se debatendo violentamente em um matagal, como se estivesse lutando contra um inimigo invisível. Inicialmente, a cena é motivo de riso para as crianças, que acreditam que o tio está apenas bêbado ou brincando, já que ele é conhecido por seu temperamento alegre e suas histórias.

No entanto, o tom da narrativa muda quando o narrador observa a reação da mãe: ela empalidece e começa a rezar silenciosamente, tomada por um medo profundo. Após alguns minutos de uma luta intensa e solitária, Tio João emerge do mato sujo e desalinhado. Ao se aproximar, o narrador percebe que o tio está completamente sóbrio. Com um brilho intenso nos olhos, refletindo a lua cheia, o tio confidencia em seu ouvido: "Era, com certeza, um lobisomem!".

Acesse o texto clicando no título do conto.


05 - Poema sem volta... (Poem of no return...)



Este quinto texto, "Poema sem volta...", encerra sua sequência com uma força confessional e metalinguística impressionante. É um texto sobre a entrega absoluta do artista à sua arte, sem medo do julgamento ou das consequências.


Acesse o poema clicando no título.


Fiquem conosco!


Palavras-chave: Alma, Poesia, Mistério, Natureza, Tempo, Esperança, Devaneios, Renascimento.



domingo, 21 de dezembro de 2025

Gratidão e Renovação: O Balanço de 2025 no Devaneios Literários

 


Olá, nobres leitores e amigos!

Mais um ano se encerra e, com ele, renovamos a fé e a energia para o que está por vir.

Quero agradecer de coração a todos que acompanharam o blog este ano. Entre a rotina de escrita e o retorno aos meus estudos — que tem demandado foco total — o apoio de vocês foi fundamental. Mesmo com o tempo curto, os números nos surpreenderam: foram mais de 20 mil acessos, com um destaque especial para o público de Singapura, mostrando o alcance global dos nossos devaneios.

2025 também foi o ano de experimentar novas linguagens. Transformamos poemas em música e crônicas em podcasts, utilizando a Inteligência Artificial para potencializar nossa criatividade.

Para 2026, espero que sigamos juntos nesta jornada literária. Que o seu Natal seja iluminado e que o Ano Novo traga o renascimento da esperança. Que saibamos olhar para o próximo com a fraternidade de São Francisco e para o planeta com a responsabilidade que ele exige.

Feliz Natal e um próspero 2026!

Equipe Devaneios Literários do Lima

Numa rede sem fim


Fiz de tudo pra mais tempo ter.

O que fiz?

Numa rede sem fim

E noção 

Se enrolaram meus pés 

E, sem sair do lugar 

Meu tempo e espaço

Se esvaíram.

(Marcio Lima)

sábado, 29 de novembro de 2025

O que me falta?



O que me falta? 

Um tesouro inalcançável?

Que molda, define meus voos?

Voos rasos e sem essência.

O que me falta?

Ilusão em pleno deserto?

Que me faz andar,

Sonhando destino certo,

Fazendo metade do caminho a cada dia...

E se eu não chegar?

Me haverá tempo à Poesia?

O que me falta?

[Marcio Lima] 

domingo, 23 de novembro de 2025

Análise Metafísica e Metalínguística de "Nada Sei"

Análise Metafísica e Metalínguística de "Nada Sei" by Gemini, 2025

(Com a seriedade de quem lida com o paradoxo socrático e a leveza de quem lança a Via Láctea em um verso, Marcio Lima, do Devaneios Literários, faz a leitura.)

Meus caros, o poema "Nada Sei" é uma verdadeira convergência de metodologias que pulsam na poesia contemporânea, mas com raízes profundas na tradição filosófica e metalinguística. Não é apenas sobre o amor ou o tempo; é sobre a Criação e a Consciência da Ignorância.

I. A Influência Filosófica: O Eco Socrático

O título e o primeiro verso, "Que desanda para o nada sei," estabelecem imediatamente uma linha de diálogo com o maior aforismo da filosofia ocidental: "Só sei que nada sei", atribuído a Sócrates.

  • Metodologia: O poema emprega a ironia socrática (embora em tom lírico). Declarar "nada sei" não é uma rendição à ignorância, mas o primeiro passo para o conhecimento ou, neste contexto, para a criação poética. O desafio ("Nos intermináveis desafios") é justamente o processo de aceitar a vacuidade para, a partir dela, produzir algo.

  • A "Saída Óbvia" (O Perigo do Clichê): A estrofe critica a fala vazia e a inércia criativa ("O sempre será uma saída óbvia / Para quem nunca tem algo a dizer, AGORA..."). Isso é uma reflexão sobre a originalidade e a necessidade de transcender o lugar-comum, ressoando com a busca incessante por uma nova linguagem, característica da poesia moderna.

II. A Metalinguagem e o Diálogo com a Tradição Brasileira

O poema é profundamente metalinguístico, pois o objeto da reflexão é o próprio ato de dizer e criar.

  • A Convocação à Criação: O verso "Mas, queira, / Tente converter matéria inerte..." é um imperativo, um chamamento. O "nada sei" é a "matéria inerte" (o vazio, o silêncio, a falta de inspiração) que o poeta deve transformar.

  • Influências Brasileiras: Essa reflexão sobre a linguagem e o processo de escrita remete a grandes poetas da nossa tradição que usaram a metapoesia como tema central:

    • Carlos Drummond de Andrade: Em poemas como "Procura da Poesia", ele trata o ato de poetizar como uma busca árdua e a necessidade de "achar a palavra que não está no dicionário." O "Nada Sei" do Drummond é a dificuldade em encontrar a poesia no caos.

    • Jorge de Lima: Em "Invenção de Orfeu", ele explora a linguagem como tradução e paradoxo, onde a palavra é simultaneamente a mesma e "parece outra". O "Nada Sei" do Marcio Lima dialoga com essa busca pelo que está aquém da expressão.

    • Adélia Prado: Com sua visão de que a "palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda", o poeta deve apanhá-la. A "matéria inerte" do poema pode ser essa coisa mais grave que a poesia tenta desvelar.

III. A Revelação Final e o Estilo Universal

O clímax do poema reside no reencontro e na revelação cósmica:

"Ao fim tu dirás, sempre esteve ali, E, somente eu via, Via Láctea..."

  • A Reação: A conclusão "sempre esteve ali" desfaz o "nada sei". O conhecimento ou a inspiração não é criado do zero, mas descoberto no que já existe, mas que era invisível aos olhos comuns.

  • O Estilo Universal (O Olhar Místico): O salto do desafio pessoal para a "Via Láctea" eleva o tom de forma abrupta, do mundano ao cósmico. Essa capacidade de encontrar o infinito no íntimo e o macrocosmo no microcosmo é um traço forte do Romantismo tardio e do Simbolismo (pela musicalidade e sugestão), mas com a linguagem direta do nosso tempo.

    • Poetas Internacionais: Essa metodologia de encontrar a vastidão em um ponto pode ser comparada, em intenção, a:

      • William Blake (Inglaterra): Em seu famoso verso "To see a World in a Grain of Sand" (Ver um Mundo num Grão de Areia), Blake encapsula a mesma ideia de que a verdade suprema está acessível pela visão singular e espiritualizada.

      • Rainer Maria Rilke (Áustria): Em seus "Elegias de Duino", ele trata a função do poeta como aquele que nomeia e converte o visível em invisível, o terrestre em celestial. O "Tente converter matéria inerte" do poema se aproxima dessa transmutação rilkeana.

Em suma, "Nada Sei" é um poema que desfragmenta o processo criativo, utilizando a humildade filosófica como ponto de partida para um ato de vontade (queira, tente), culminando na epifania de que a poesia é a visão cósmica que sempre esteve à espreita, esperando ser percebida pelo "eu" consciente. É uma obra que se equilibra entre o intelecto (metalinguagem) e a sublime revelação (misticismo moderno).

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O poema de Marcio Lima analisado pela Gemini (2025):



Nada Sei. 


Nos intermináveis desafios 

Que desanda para o nada sei,

O sempre será uma saída óbvia

Para quem nunca tem algo a dizer, AGORA...

Mas, queira, 

Tente converter matéria inerte...

Ao fim tu dirás, sempre esteve ali,

E, somente eu via,

Via Láctea...

[Autor, ano: marcio lima, 2025]."


Abelha III

Abelha De Mel, Abelha, Inseto, Florescer 

Abelha,

Em pleno voo

 Ou pousada numa singela flor

- Luz e escuridão -

O doce dos seus lábios 

salvou-me

 do amargo de meus dias.


 
[marcio lima]
  
 
 
Imagem obtida em:  https://pixabay.com/pt/photos/abelha-de-mel-abelha-inseto-8320764/

sábado, 8 de novembro de 2025

SOS Chuvas em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava (Paraná)


(Imagem gerada pela IA Gemini, 2025)

O Blog Devaneios Literários do Lima se une a luta pela recuperação da cidade de Rio Bonito do Iguaçu e interior de Guarapuava (Paraná).

Primeiramente nos solidarizamos com toda a população que foi acometida por um tornado na tarde desta sexta-feira (07/11) e que quase destruiu o município de Rio Bonito do Iguaçu e uma parte do interior de Guarapuava.

Casas e comércios foram destruídos pela força dos ventos, pessoas morreram e muitas ficaram feridas.

Aqueles que pretendem contribuir com as pessoas atingidas, as doações estão sendo acolhidas pelo Corpo de Bombeiros local no seguinte endereço:

Rua João Fortkamp, 870, Bairro Primavera - Guarapuava - Paraná.

Os tens mais urgentes:

💧 Água

🥫 Comidas de fácil preparo

🛏️ Cobertores

🛋️ Colchões

Nosso muito obrigado a todos que de alguma forma ou outra podem contribuir para que essa população possa se restabelecer e desejamos nossos sentimentos àqueles que perderam familiares e amigos. E, ainda uma boa recuperação àqueles que saíram feridos dessa tragédia ambiental.

Para saber mais, acesse a página oficial do município no link: https://riobonito.pr.gov.br/

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Lua...


Era ela, a lua a se exibir no horizonte... Quantos viventes a admirá-la, pensava, eu. Ela, alva-dona, imersa refletida no imenso mar... Sua luz-ispiração, despertava-me o doce mel das lembranças de outrora, em que eu quase morria de medo dessas noites, por acreditar em lobisomem, mula sem cabeça, boitatá... Haveria um lobisomem de atacar em uma dessas noites? Quisera eu não precisar sair à noite. Mas, com todo cuidado do mundo, o qual as crianças têm, eu me divertia pulando tábua, pulando corda, brincando de esconde-esconde {mas, não quase sem faltar ar de medo, ou era uma  ansiedade frente ao desconhecido, naquele momento desafiado? Enfim. Vá entender o meu pensar-sentir puerial].
Hoje o homem adulto que vive em mim, não se assusta mais com a lua, não aprecia sua beleza, nem se inspira a um poema que seja, benfazeja a si mesmo... 
Acredito que esse homem, que ontem sentiu tanto medo de lobisomem e ficava a conjeturar tentar dialogar com tal fera, dizendo-lhe [como diz a lenda para revelá-lo ao mundo, quiçá?]: "Amanhã vá lá em casa buscar sal!"... 
Neste momento, em minha frente há uma imagem de uma lua refletida nas águas do mar, senti saudades de outrora, de criar um mundo mais divertido e criativo. Seria tudo como fazia num ontem, agora ideal. Não existiriam momentos sem graça... Como a vida seria melhor... Com lobisomens ou não... Quiçá?
[marcio lima]

sábado, 1 de novembro de 2025

Nada sei...



Nos intermináveis desafios 

Que desanda para o nada sei,

O sempre será uma saída óbvia

Para quem nunca tem algo a dizer, AGORA...

Mas, queira, 

Tente converter matéria inerte...

Ao fim tu dirás, sempre esteve ali,

E, somente eu via,

Via Láctea...

[marcio lima]

FÉRIAS E RETROSPECTIVA 2025 DO BLOG DEVANEIOS LITERÁRIOS DO LIMA

Mais um ano termina e com ele a esperança de que o novo ano será melhor. Desejo a cada um de nossos leitores um abençoado 2026 com ótimas re...